terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Tô Achando que Vou na Pré-Estréia Dele com um Amigo meu Evolucionista.


video

Em Abril/2010 será o lançamento do filme sobre Charles Darwin. Não tenho a ficha técnica desse filme e honestamente não tenho também interesse em conhecer o making off dele. Por gostar de estar a parte das novidades pró Darwin, talvez eu assista esse filme apenas pra discutir as cenas dele com os evolucionistas de plantão. O que me chamou a atenção foi o título: "Creation". Ele dispensa tradução, mas exige um breve comentário de um criacionista e de um adepto ao D.I. Se a palavra "Criação" exige um Criador, conhecendo apenas um pouquinho sobre o naturalismo filosófico, tal Criador não será um "Deus" nesse filme ou uns "deuses" ou um Ser sobrenatural. Isso está fora de cogitação. Então, porque será que deram o título Creation"? Porque chamar um filme sobre o Alasca de "Fire" ou porque batizar um gatinho de "Jerry"? Se eu fizesse um filme sobre a destruição de Satanás, eu jamais daria o título da minha obra prima de "Angel" ou coisa semelhante, a não ser que eu quisesse ser irônico com aqueles que adoram os demônios.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Deus Não Está Morto Ainda (1/3)

Como os filósofos contemporâneos argumentam em favor de sua existência.
Por William Lane Craig
Tradução: Wagner Kaba
Você pode pensar, devido à atual enchente de best-sellers ateístas, que a crença em Deus se tornou intelectualmente indefensável para as pessoas pensantes modernas. Mas uma olhada nos livros de Richard Dawkins, Sam Harris e Christopher Hitchens, entre outros, revela rapidamente que o tão chamado Novo Ateísmo carece de músculos intelectuais. Ele é alegremente ignorante acerca da revolução que tomou lugar na filosofia Anglo-Americana. Ele reflete o cientificismo de uma geração passada ao invés do panorama intelectual contemporâneo.

O alto ponto cultural daquela geração chegou em 8 de Abril de 1966, quando a revista Time publicou uma reportagem principal cuja capa era completamente preta, exceto pelas trës palavras decoradas em letras vermelhas brilhantes: “Deus está morto?”. A reportagem descrevia o movimento da “morte de Deus”, então corrente na teologia Americana.

Mas, parafraseando Mark Twain, as notícias sobre o falecimento de Deus foram prematuras. Pois ao mesmo tempo em que teólogos escreviam o obituário de Deus, uma nova geração de jovens filósofos estavam descobrindo sua vitalidade.

Na década de 40 e 50, muitos filósofos acreditavam que falar sobre Deus, visto que não se pode verificá-lo pelos cinco sentidos, é sem sentido — um verdadeiro nonsense. Este verificacionismo finalmente desmoronou, em parte porque os filósofos perceberam que o verificacionismo em si não podia ser verificado! O colapso do verificacionismo foi o evento filosófico mais importante do século XX. Sua queda significava que os filósofos estavam livres mais uma vez para cuidar de problemas tradicionais da filosofia que o verificacionismo havia suprimido.Junto com a ressurgência do interesse nas questões filosóficas tradicionais, apareceu algo completamente inesperado: o renascimento da filosofia Cristã.

O ponto de virada provavelmente surgiu em 1967, com a publicação de God and Other Minds: A Study of the Rational Justification of Belief in God (Deus e Outras Mentes: Um Estudo sobre a Justificação Racional da Crença em Deus), escrito por Alvin Plantinga. Nos passos de Plantinga, seguiram-se uma mutidão de filósofos Cristãos, escrevendo em jornais acadêmicos, participando de conferências profissionais e publicando nas melhores editoras acadêmicas. A cara da filosofia Anglo-Americana tem sido transformada, como resultado. O ateísmo, embora talvez ainda seja o ponto de vista dominante na academia Americana, é uma filosofia em retirada.

Em um artigo recente, o filósofo Quentin Smith, da Universidade de Western Michigan, lamenta o que ele chama de “desecularização da academia que evoluiu na filosofia desde os fins da década de 60.” Ele reclama sobre a passividade dos naturalistas em face da onda dos “teístas inteligentes e talentosos que estão entrando na academia atualmente.” Smith conclui, “Deus não está ‘morto’ na academia; ele retornou à vida no final da década de 60 e agora está vivo e passa bem em sua última fortaleza acadêmica, os departamentos de filosofia.”

O renascimento da filosofia Cristã tem sido acompanhada por um ressurgimento do interesse na teologia natural, o ramo da teologia que procura provar a existência de Deus sem recorrer à revelação divina. O objetivo da teologia natural é justificar uma cosmovisão teísta ampla, uma que seja comum a Cristãos, Judeus, Muçulmanos e deístas. Enquanto poucos os chamariam de provas cogentes, todos os tradicionais argumentos para a existência de Deus, para não mencionar alguns novos argumentos criativos, encontram articulados defensores atualmente.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Quando Você for ao Banco, Leve um Livro

Hoje fui cancelar a minha conta universitária no Banco Itaú, mas dessa vez fui prevenido. Ao passar pela porta giratória da agência, cruzei com o guardinha desconfiado e aí então vi a coisa que mais me desanima num banco depois de “pagar uma fatura”: a fila indiana e minhocuda. Na minha frente eu contei umas 20 pessoas e 2 caixas abertos. Não estava um congestionamento daqueles dias, mas atrás de mim já se ouvia os mais impacientes reclamando. Hoje eu estava tranqüilo e fiquei ainda mais tranqüilo lendo o livro “Milagres”, de C. S. Lewis. A cada passo que eu dava na fila, eu ficava mais compenetrado na argumentação de Lewis e quanto mais perto eu estava do caixa, mais eu queria terminar o capítulo que eu lia. Rapidamente o tempo passou e tive que fechar o livro pra então retirar o dinheiro que ainda restava na minha cc e assim terminar o procedimento de fechamento de conta. Com isso percebi que o nosso tempo pode ser bem mais aproveitado, que ficamos menos estressados e com mais vontade de irmos ao banco se tivermos em nossas mãos um livro. Portanto, leve um livro quando você for ao banco. A lei das filas dos bancos geralmente não é cumprida e já que ela não vai acabar tão cedo, melhor do que ficar de braços cruzados e batendo o pé no chão é sair da fila e entrar no mundo de um livro até que você ouça um sinal eletrônico te chamando para a consumação da sua espera. Há tempo de ficar na fila e tempo de sair da fila. Se é com um livro que ficamos, faz toda a diferença.

Nosso Tamanho Normal

"Se pudéssemos ser salvos através de nossas próprias boas obras, sendo circuncidados e guardando a lei, podemos ter certeza de que não haveria cruz (Gálatas 2.21). Toda vez que olharmos para a cruz Cristo parece nos dizer: ''Estou aqui por sua causa. É o seu pecado que estou assumindo, é a sua maldição que estou sofrendo, é a sua dívida que estou pagando, é a sua morte que estou morrendo.'' Nada na história ou no universo diminui tanto o nosso tamanho como a cruz. Todos nós temos idéias exageradas a nosso próprio respeito, especialmente ao que se refere a justiça própria, até que visitemos um lugar chamado Calvário. É lá, aos pés da cruz, que voltamos ao nosso tamanho normal"
John Stott

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O Perdão Não é Coisa Fácil Para Deus

"Recebermos o perdão é somente uma coisa; há algo que é infinitamente mais importante. Que será? É o caráter de Deus. Assim a cruz continua a falar-me, dizendo que este é o meio pelo qual Deus torna possível o perdão. O perdão não é coisa fácil para Deus. Digo isso com reverência. Porque o perdão não é fácil para Deus? Porque Deus não é somente amor, Deus é igualmente justo, reto e santo. Ele é "...luz, e não há nele trevas nenhuma" (1Jo 1.5). Tanto Ele é amor como é retidão e justiça. De modo algum eu ponho estes atributos um contra o outro. Repito que Deus é todas estas coisas juntas, e não se deve deixar fora nenhuma delas"


Lloyd-Jones, D. M. Exposição sobre capítulos 3:30 - 4:25: Expiação e Justificação. Editora PES, 1ª ed., pg. 133. São Paulo - SP, 2000.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O Caso da Feiticeira En-dor - 1 Sm 28.7-20


1 Sm 28.7-20 (leia o texto) é utilizado por grupos de pessoas e grupos religiosos que desejam encontrar alguma colaboração que fundamente a comunicação com os mortos, tornando possível “demonstrar”, segundo eles, que as suas crenças encontram respaldo bíblico. Entretanto, veremos que esse texto é mal entendido por tais pessoas.

Primeiro, precisamos entender que Deus condenava tal tipo de prática, como lemos em Êx 22.18: “A feiticeira não deixarás viver”, e em Dt 18.9-12 “quando entrares na terra que o Senhor teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor, teu Deus, os lança de diante de ti”. Assim sendo, é de se esperar que se Deus condenasse tal prática Ele mesmo não iria agir através de tal forma.


Segundo, sabemos que Deus não se comunicava com Saul de nenhuma forma mais. Como o próprio Saul diz de acordo com texto bíblico de 1 Sm 28.15: "Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim, e não me responde mais, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso te chamei a ti, para que me faças saber o que hei de fazer."


Terceiro, o texto bíblico nos diz que a feiticeira viu um deus subindo, e que Saul não viu a Samuel com seus próprios olhos, mas que ele achou que aquele “ser” (o deus visto pela feiticeira) era Samuel: “Entendendo Saul que era Samuel” [1Sm 28.13, 14]


Quarto, foram feitas algumas profecias para Saul. Aqui precisamos observar com um pouco mais de atenção, porque essas “profecias” foram trazidas por aquele “ser” que Saul pensou ser Samuel e que a feiticeira chamou de “deus”.


Ora, a própria Escritura nos diz que Samuel era um profeta de Deus e que o Senhor não deixou nenhuma de suas palavras cair por terra: “ Crescia Samuel, e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra. Todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado como profeta do Senhor” [1 Sm 3. 19-20]. Isto quer dizer que tudo que Samuel profetizava acontecia exatamente como era falado (ou então a Bíblia estaria mentindo), entretanto, essas profecias trazidas nessa situação em particular não ocorreram exatamente como foram feitas.


Com todas essas informações precisamos atentar para o fato de que se esse “ser” fosse realmente Samuel as suas profecias teriam sido cumpridas exatamente como foram feitas, porém esse não foi o caso. Vamos considerá-las.


Vejamos a profecia feita no verso 19 do texto base: “E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo; e o arraial de Israel o Senhor entregará na mão dos filisteus.”


1. Saul seria entregue aos filisteus e morto por eles;

2. Todos os filhos de Saul seriam mortos.


É importante observar que Saul não foi morto pelos filisteus, mas cometeu suicídio:“Então, disse Saul ao seu escudeiro: Arranca a tua espada e atravessa-me com ela, para que porventura, não venham estes incircuncisos, e me traspassem, e escarneçam de mim. Porém o seu escudeiro não o quis, porque temia muito; então, Saul tomou da espada e se lançou sobre ela”[1Sm 3.14]. Algo notável é que Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus mas ficou com os habitantes de Jades-Gileade [1 Sm 31.11-13]: “ Então, ouvindo isto os moradores de Jades-Gileade, o que os filisteus fizeram a Saul, todos os homens valentes se levantaram, e caminharam toda a noite, e tiraram o corpo de Saul e os corpos de seus filhos do muro de Bete-Seã, e, vindo a Jabes, os queimaram. Tomaram-lhes os ossos, e os sepultaram debaixo de um arvoredo, em Jabes, e jejuaram sete dias”. Ainda, é importante observar que Saul teve seis filhos, mas apenas três foram mortos naquela batalha, Jônatas, Abinadabe e Malquisua. “ Morreu, pois, Saul, e seus três filhos, e o seu escudeiro, e também todos os seus homens foram mortos naquele dia com ele” [1 Sm 31.6].


Portanto, diante de tais evidências, não podemos jamais afirmar que naquela “sessão espírita” com a feiticeira de En-Dor aquele “ser”, ou entidade, seria Samuel, mas uma mentirosa, já que as profecias não se cumpriram como foram feitas.


Devemos atentar para a Escritura Sagrada, quando esta nos diz que satanás pode se transfigurar em anjo de luz [2 Co 11.14] isto é, ele pode se transformar em quem ele desejar, com a finalidade de enganar a muitos [Mt 24.24] e que sua finalidade é matar, roubar e destruir [Jó 10.10].


Muitos falsos profetas e falsos ensinos têm surgido com a finalidade de nos destruir. Quanto a isso Paulo nos manda considerarmos essas pessoas como anátemas, como amaldiçoados.


Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” [Gl 1.8,9].

sábado, 5 de dezembro de 2009

Jesus Não é Um Grande Mestre de Moral

"...Lewis argumentava que a alegação de Jesus ser o Messias e de perdoar pecados exclui a possibilidade de não passar de um grande mestre de moral. Nisso ele foi influenciado por Chesterton. Em O Homem Eterno , Chesterton frisava que nenhum grande mestre de moral jamais reivindicou ser Deus – nem Maomé, nem Mica, nem Malaqui, nem Confúcio, nem Platão, nem Moisés, nem Buda: “Nenhum deles jamais fez essa reivindicação... e quanto maior é o homem, menos ele tentaria fazer essa maior de todas as alegações”. Lewis leva mais adiante esse ponto de Chesterton, afirmando que “se você tivesse procurado Buda e perguntado a ele “Você é o Filho do Brama?”, ele teria respondido, “Meu filho, você continua no vale da ilusão”. Se você tivesse procurado Sócrates, perguntando-lhe “Você é Zeus?”, ele teria rido na sua cara. Se você tivesse procurado Maomé, perguntando-lhe “Você é Alá?”, primeiro ele teria rasgado as suas roupas e depois teria cortado a sua cabeça... A idéia de um grande mestre de moral que dissesse o que Cristo disse está fora de cogitação”.


Fonte: “Deus em Questão: C.S.Lewis e Freud debatem Deus, amor, sexo e o sentido da vida”, Armand M. Nicholi. Jr., pg. 99, editora Ultimato.

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